Sobre o Autor
Marcel Martin passou anos construindo carreira no mundo corporativo — reuniões, planilhas, relatórios e aquele cafezinho obrigatório às 8h da manhã. Até que decidiu que o escritório poderia ser qualquer lugar com boa internet e, de preferência, vista para o mar.
Formado em Engenharia pela École Polytechnique, em Paris — uma das grandes écoles mais seletivas da França e celeiro histórico de cientistas, engenheiros e líderes que moldaram o mundo moderno —, com especialização em Ciência da Computação e Inteligência Artificial, Marcel construiu uma carreira internacional sólida antes de trocar os escritórios europeus pela liberdade do litoral cearense.
Passou pela AXA, onde entendeu como grandes corporações usam dados para tomar decisões que afetam milhões de pessoas. Na SAP, mergulhou fundo em como a tecnologia se encaixa (ou não) na realidade das empresas que precisam funcionar no dia a dia. Na Dassault Systèmes, trabalhou na fronteira entre engenharia avançada e inovação digital — o lugar onde o futuro é projetado antes de ser construído. Três empresas, três países, três formas completamente diferentes de ver como a tecnologia transforma o trabalho.
Hoje mora e trabalha em Cumbuco, no Ceará, onde o vento constante do Atlântico divide a paisagem com antenas de internet e notebooks abertos em mesas de praia. É de lá que escreve, ensina e traduz o idioma complicado da tecnologia para o português claro de quem tem muito trabalho para fazer e pouco tempo para decifrar jargão.
Essa trajetória — da École Polytechnique às trincheiras corporativas de Paris, Walldorf e Stuttgart, até a praia de Cumbuco — moldou uma habilidade rara: a de explicar coisas difíceis para pessoas inteligentes que simplesmente nunca precisaram aprender aquilo antes. Não por falta de capacidade. Por falta de uma ponte entre o que os especialistas falam e o que o resto do mundo precisa entender.
A vida de nômade digital não foi uma fuga. Foi uma escolha deliberada por mais profundidade. Sem o ruído do escritório fixo, sobrou espaço para o que realmente importa: ouvir as dúvidas reais das pessoas sobre tecnologia e responder de um jeito que faça sentido de verdade.
Marcel escreve de onde o Atlântico encontra a inovação. Às vezes com os pés na areia.